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5.12.03

Leiria
Por : Miguel Guedes



Como não tocamos no Coliseu de Lisboa com os Blur, viemos directamente da Covilhã para Leiria.
Acabamos por fazer um pouco de Turismo rural e, calmamente, chegamos ao local do concerto, uma tenda de circo montada num enorme descampado. O frio não nos largou desde a Covilhã. Antes de nós, tocaram os Djindungo, ente covers e originais.
O concerto correu bem ,embora o som de palco fosse um pouco “estridente” (as tendas de circo são óptimas...para circo).
No dia seguinte, o regresso a casa, ainda a tempo de ver pela televisão o que poderíamos ter visto em Edimburgo...
Ganhamos o “Best Portuguese Act” da MTV.
Obrigado a todos os que votaram e gostam da nossa música.


Blur
Por : Miguel Guedes



Teríamos tocado com os Blur nesse dia e teria sido um momento único para nós. Por diversos motivos.


Os Blur tocaram nos estúdios da MTV em Milão no dia a seguir a lá termos estado a gravar o espectáculo que viria a abrir as emissões da MTV Portugal. Na altura foram-lhes entregues alguns cd´s nossos. Quando nos convidaram para tocar na primeira parte dos Blur em Lisboa fiquei bastante feliz e com um bom “feeling” em relação ao concerto. Acho o “Think Tank” um dos melhores trabalhos da Banda, e esperava(mos) estabelecer contactos com a Banda (tanto mais que julgo ter sido Portugal o único País onde não actuaram com as duas bandas que fazem as suas primeiras partes na Europa. Para mais, já sabíamos da total disponibilidade por parte do Manager dos Blur (que já tinha o nosso disco) para podermos usar a totalidade de luz e som no espectáculo - o que não é de todo usual...).


O comunicado de imprensa que emitimos diz quase tudo sobre a nossa incredulidade perante a situação. Confesso que teria sido mais fácil fechar os olhos e ter aceite tocar nas condições com que os promotores nos coagiram. Teríamos, se calhar, mais a ganhar em termos imediatos. Mas optámos pelo que é mais correcto, não tenho a mínima dúvida. Está na altura de os músicos (e os artistas em geral) perceberem que há uma enorme quantidade de gente que gravita à volta deles, que não existiriam se não existissem artistas. Sublinho que não estamos a falar de “cachets”; estamos a falar de Direitos de Autor. Ninguém pode ter o desplante de coagir um artista a não receber o que lhe é devido por uma criação, fazendo disso depender a possibilidade da realização do concerto (ainda por cima, no dia anterior). Infelizmente, acontece demasiadas vezes. Nós resolvemos denunciar a situação, para que não mais aconteça e para que outros se manifestem em casos semelhantes.


Queríamos, já agora, agradecer as inúmeras manifestações de solidariedade que recebemos das pessoas em geral, mas especialmente dos músicos deste País. Por uma vez, os músicos uniram-se à volta de uma causa que lhes diz inteiramente respeito. E isso é tão raro...


Covilhã
Por : Miguel Guedes


Um frio de rachar. O jantar foi passado à volta da notícia que nos chegava por parte dos promotores do concerto dos Blur em Lisboa. Para a empresa “Smog”, teríamos que abdicar dos nossos direitos de autor para podermos tocar no dia seguinte. Ficamos estupefactos, não queríamos acreditar. Resolvemos denunciar esta situação através de um comunicado de imprensa e tentamos esquecer o assunto por essa noite, o que não foi fácil.


Tocamos com os Zedisaneonlight e os Primitive Reason. Apesar da acústica do pavilhão não ser a melhor, foi um bom concerto onde tivemos oportunidade de passar por todos os nossos discos, embora com maior incidência no “A Way to Bleed your Lover”.
O único senão foi a hora tardia em que começamos a tocar. Não me parece bom para ninguém (nem para os músicos, nem para o público, nem para as pessoas que trabalham nos bastidores) começar concertos às 2h30m da madrugada; o cansaço, a impaciência, o frio...
É uma mentalidade há muito instalada nas festas de estudantes, mas é pena. O público estava , apesar disso, muito “quente” e a temperatura foi subindo de intensidade. O que era frio depressa foi...suor.

17.11.03

Pois... É verdade... GANHÁMOS!!!
Por: Pedro Guedes

 


Alberto Almeida/Câmara Oculta


MTV European Music Awards - Best Portuguese Act... BLIND ZERO!!!
É verdadeiramente, um prémio muito importante, não só para os Blind Zero, mas também para todos os artistas portugueses e para a música portuguesa em geral.
Para nós, este troféu representa um reconhecimento de todo o trabalho que temos vindo a desenvolver.
Enfim já são quase 10 anos, de lutas, conquistas e principalmente de muita vontade para continuarmos a nos superar, passo a passo...
2003 foi um ano memorável para nós. Lançamos o "A Way To Bleed Your Lover" e o DVD, que representou um ano de intenso trabalho e prazer na sua concepção. Tivemos o previlégio de ter o Danna Colley e o Jorge Palma no nosso disco. A enorme aventura de realizar várias projecções que usamos ao vivo. Tantos bons momentos nos imensos concertos que fizemos este ano como por exemplo o inesquecível concerto do Sudoeste. A aventura de uma verdadeira volta a Portugal, a "Tour de Force". O regresso 7 anos depois em concerto á Antena 3 e os primeiros concertos em Itália. Para terminar 2003, a cereja no topo do bolo, a emoção e o orgulho de ganharmos o primeiro MTV EUROPE MUSIC AWARD...

Obrigado a todos os que nos apoiaram de uma forma tão intensa e que nos adoptaram como parte integrante das suas vidas, ao longo deste já longo percurso.



Fotografia gentilmente cedida por Alberto Almeida/Câmara Oculta

5.11.03

COMUNICADO
Por: Blind Zero



O grupo BLIND ZERO lamenta informar que, por razões alheias à banda, não irá realizar o concerto, hoje dia 5 de Novembro com a banda inglesa BLUR.

A razão prende-se com a coacção exercida pelos promotores do concerto, empresa Smog, no sentido de que a banda aceitasse abdicar do direito de autor que lhe são, pela realização desse mesmo espectáculo, devidos.

Os Blind Zero manifestam a sua total incredulidade, perante o facto de, com tal facilidade, se procurar negar aos artistas o que de mais inalienável decorre do seu direito autoral. E a sua mais completa perplexidade quando lhes é proposta uma quantia monetária a titulo de compensação "simbólica".

Não constituindo, infelizmente, caso único, não julgamos admissível tal situação, muito menos a 24 horas da realização do mesmo. Tanto mais que este espectáculo está a ser publicitado há várias semanas, com uso explicito (nomeadamente no cartaz do evento) do nome Blind Zero.

É com grande desgosto, que a banda vê toda esta situação, não só pelos motivos atrás descritos, mas também, pelo imenso prazer que teria em tocar com os Blur.

Agradecemos a divulgação deste comunicado.





30.10.03

Antena 3 - 7 anos depois
Por: Vasco Espinheira


Na sexta-feira de 13 de Maio de 1996, realizou-se um concerto acústico na Antena 3, que mais tarde ganhou vida sob a forma de registo discográfico, com o nome de Transradio. Primeiro cd-extra nacional. Além do audio tinha uma faixa para ser lida em PC, onde com um jogo, uma espécie de “Road-Trip” se iria descobrir tudo sobre o universo dos Blind Zero.
Lembro-me que este concerto foi também um marco para muitos críticos e público, como o enterrar do estigma Pearl Jam. Lembro-me por exemplo de um artigo chamado “Cotonetes”...
Por esta data, pela nossa parte já tínhamos ultrapassado todas as fases:
A primeira – a fase do espanto, “O quê? Achas? Nós? Ok, obrigado pelo elogio...”.
A segunda – a fase dos porquês, “Outra vez? Mas Porquê? Nós somos tão diferentes!”.
A terceira – a fase do desânimo, “Já não posso ouvir mais essa história dos PJ...”.
A quarta – a fase do black out, “Não comento.”.
A quinta – a fase da indiferença, “A nossa música fala por si...”.
Sete anos após estas controvérsias, voltamos à Antena 3 para finalizar a intensa “Tour de Force”, com as suas 19 longas histórias...
Desta vez não houve uma transformação radical nas canções como existiu no acústico. Desta vez foi mais simples, foi tocar quase na integra o “A way to bleed your lover”, uma oportunidade única visto hoje estar quase tudo formatado para o formato “Best Of”, não dando oportunidade de mostrar os saudosos lados B’s.
Nestes 19 concertos os temas foram tomando uma forma mais “ao vivo”, onde a crueza, a repetição hipnótica e a divagação experimental se apossou das canções.
Na Antena 3, a noite foi mágica, cheia de emoções e vontade de dizer e mostrar (visto termos usado o vídeo projector que sempre nos acompanha quer na Tour quer em concertos normais) uma visão do que somos e do que é o “A Way to bleed your lover”.
Ainda houve tempo para tocar no final “Another one”, como um link a um passado cada vez mais próximo e reformulado.
Espero que esta iniciativa da Antena 3 e da “Tour de Force” sejam adoptadas pois é necessário que o crescimento das novas bandas seja cada vez mais natural. Quando estas não têm sítios para tocar, mostrar e desenvolver a sua música, o seu destino está traçado e quem perde é a cultura de um país.

28.10.03

Tour de Force: a quinta semana "Nostalgia"
Por : Miguel Guedes


15 Outubro - Setúbal

Alterações na Equipe :
Sai « Mário Pereira - Entra » - Nelson Carvalho (Tec. Som)

A última semana de “Tour de Force” é encarada, logo à partida, com alguma nostalgia. É a última. As saudades dos quartos duplos, a tristeza inerente à separação física do nosso próprio material depois de um concerto (ou seja, não mais carregaremos!), as pequenas/grandes distâncias para sítios no desconhecido...
Ainda mal refeitos da tempestade algarvia, já tudo isto passa pela nossa cabeça quando partimos para Setúbal.
O local aprazado para o concerto não é bem em Setúbal. Fica mais exactamente em Samouco (Alcochete). O bar chama-se Moinho da Praia e recebe-nos com chuva miudinha, quando a tarde do dia 15 se alongava para o chá das 5. É um espaço enorme (com piscina em miniatura) e diversas salas multifunção.
No exterior, um pequeno palco lembrava-nos que se fossemos idiotas poderíamos tocar à chuva pela segunda vez consecutiva. Inteligentemente, optamos pelo espaço com a pior acústica de toda a Tour. Era o mais pequeno espaço do complexo mas o som da sala não poderia ser pior.
As pessoas pareceram gostar mas não eram, de facto, as melhores condições para um concerto. Sem necessidade de sobrecarregar as bondosas almas presentes com um encore, despedimo-nos com o psicadélico (e naquele contexto, pica-miolos) “You in your Arms”. Hotel. Acordar. Rumo a ...



16 Outubro – Beja

Já sabíamos há alguns dias que o sítio onde este concerto se realizaria não era o previsto. O cartaz indicava Pandora, o que abria excelentes perspectivas à personificação da caixa. Mas a carrinha não parou ao ver, na estrada, a tabuleta com o nome “Beja”. Bem vindos ao mundo de “Pias”, a simpática localidade a 30 km de Beja que acolheu o antepenúltima passagem da “Tour de Force” pelo Portugal real. O Bar dá pelo nome de Lagar e é circundado por extensos pastos com ovelhas e fauna diversa, ao bom estilo do sonho rural. As pessoas recebem-nos com extrema simpatia e, desta vez, há palco. Alguém no Bar nos confidenciava que por ali haviam passado (salvo erro) as “Non-Stop”, tendo tocado cerca de meia hora, duração bem inferior ao tempo gasto ao espelho. Pois desta vez houve menos espelho e a coisa até correu bem. Voltamos a Setúbal para dormir já a madrugada anunciava o dia. O dia em que o fantasma de Hermínio Martinho voltou a assolar ...



17 Outubro – Santarém

Ninguém se lembra de Hermínio Martinho. O Engenheiro. E ninguém quer saber. É pena que assim se destrua um mito. O ex-líder do PRD, homem da terra que do alto dos seus esticados um metro e noventa levou o Eanismo à casa de todos é agora votado ao maior dos ostracismos. Ninguém quer saber. Nem eu. Mas perguntei! Rezam as crónicas que vacas suas haviam morrido afogadas numa inundação em Santarém. Sobraram os bois? A verdade é que o PRD virou à extrema-direita e o Hermínio partiu para outra. Bem haja.
A Discoteca chama-se Via In e é mesmo em Santarém. O jantar foi excelente e bem regado. A Via In é enorme. Mais um daqueles espaços que, à partida , julgamos nunca poder encher. Várias salas, snooker, terraço, e por aí acima. Fomos surpreendidos com flyers com o nosso nome em produção própria do espaço, o que indicava boa promoção ao evento. Com um palco altíssimo, foi um bom concerto. O camarim, no final, apresentava marcas de fim de Tour, com Marco e Elísio a assumir a liderança; mas o grande final estava guardado para a alquimia de ...



18 Outubro - Lisboa

Depois de termos passado por todo o País, esta era definitivamente a última noite da “Tour de Force”. Pode dizer-se que se aproximava o “carro vassoura” e a emoção do que já não mais iria ser aflorava a pele. O concerto da Antena 3 na terça-feira que estava para vir não era mais que um significativo “plus”. Estávamos cansados, confesso. Todos, sem excepção. E as longas escadas do Santiago O Alquimista não facilitaram. O Bar é lindíssimo e situa-se quase paredes meias com Castelo de São Jorge. Oxalá resista ao Inverno e à vontade camarária de cortar tudo o que é acesso ao que quer que seja.
Depois de um repasto “vagamente” Indiano, iniciamos o que foi, para mim, um dos melhores concertos desta “Tour”. O som estava bom, as pessoas estavam presentes com a devoção dos melhores momentos, o DJ Hugo Moutinho recriou várias formas de bem-estar (foi bom ouvir o “Mercy Seat” na voz de Johnny Cash e Elliot Smith em jeito de meu pedido pessoal- entretanto, alguns dias depois soube-se da morte de Elliot Smith em circunstâncias aparentemente não ligadas ao envelhecimento “tipo Cash”; porque é que tem sido assim ultimamente com aqueles que mais ouço?). Imediatamente antes da nossa entrada em palco ao som da banda–sonora (“Paris, Texas”) em que Ry Cooder nos mergulha no melhor ambiente que alguma vez criou, sentia-se já a nostalgia e o nervosismo do que se encara como derradeiro. O concerto começa com “On the Dawn of a Title” e sinto que as pessoas estão lá para ouvir. Isso já é meio caminho para nos sentirmos felizes. Acabamos com “Another One” e não há mais.
Acabou. As escadas continuam lá e desta vez são a subir. Voltamos para o Porto e não deixo de pensar que muita coisa terá mudado para nós na sequência desta “Tour”. Oxalá parece-me um bonito remate.

15.10.03

Tour de Force: a quarta semana "A chuva e o crime"
Por : Nuxo Espinheira



08 Outubro - Portalegre

Alterações na Equipe :
Sai « Nuno Couto - Entra » Mário Pereira - (Tec. Som)

Cá vamos para a semana mais cansativa. A semana onde temos as maiores distâncias a percorrer.
17:45 – Finalmente conseguimos chegar a horas (foi a primeira vez desde que a tour começou que chegamos sem atrasos ao local do primeiro concerto da semana!!). O bar do Tarro fica no meio dum jardim no centro da cidade, com uma esplanada mesmo virada para uma fonte, a qual estava ocupada por uns pobres caloiros a terem de tomar banho numa água que nem o mais sedento dos cães se atreveria a beber; a pior parte foi quando os “doutores” os mandaram atirar água uns aos outros (tivemos de sair da esplanada tal era o cheiro nauseabundo da água...).
23:15 - Muita gente, um pouco afastadas no início (a falta de palco faz com que o público não se junte muito à frente da banda o que provoca a reacção contrária ao que nós queriamos sentir – o público junto a nós - nesta tour), mas nada que não ficasse resolvido com um pedido do Miguel. O concerto começou um pouco frio mas acabou a ferver.
Depois de tudo arrumado rumo a Évora onde iriamos passar a noite.
03:30 – Acabámos de deixar as coisas no hotel, hoje é o único dia que podemos sair pois como já estamos na cidade onde vamos tocar podemos acordar tarde... Fomos conhecer a discoteca onde iamos tocar, Praxis. Grande simpatia, grande ambiente. Um dos sócios da Praxis já tinha conhecido o Marco à uns anos no Gerês, mas o reencontro ficou para o dia seguinte visto que o Marco tinha sido dos únicos a ficar a descansar no hotel. Mais uma noite de arromba...



09 Outubro - Évora

14:00 – As marcas da noite de ontem na Praxis, o Pedro e o Miguel ficam a dormir enquanto que os outros vão procurar um restaurante para almoçar.
16:00 – depois do almoço, volta ao hotel para irmos fazer o soundcheck. Os Guedes continuam a dormir e as pessoas da recepção não estão muito satisfeitas com a situação...17:00 – chegou o Miguel à recepção...17:30 – Chegou o Pedro à recepção... por momentos pensamos que iríamos ter de pagar outro dia no hotel...
23:30 – Depois de um grande jantar não é muito bom ir logo tocar...
01:30 – Não está muito cheia a Praxis mas o ambiente está bom. Depois do concerto temos de arrumar tudo rapidamente para irmos dormir a Setúbal.
05:30 – chegamos ao hotel, temos de estar na recepção às 10:15 pois temos de ir a Lisboa ter umas reuniões, antes de partirmos para Aveiro.



10 Outubro - Aveiro (concerto de Recepção ao Caloiro - fora da Tour de Force)

10:15 – Pequeno almoço – tudo com sono, tudo com mau humor e muita, mas mesmo muita vontade de continuar a dormir...
18:30 – Como este concerto não pertence à Tour de Force e até foi um pouco estranho termos palco e o nosso material todo...
Foi uma noite muito bem passada com uns milhares de pessoas, algo totalmente diferente das últimas semanas.
A abrir a noite estiveram os Zen com mais um excelente concerto. Mais uma grande noite depois do concerto.



11 Outubro - Faro

12:30 Aveiro – Almoço e partida para Faro (estamos de rastos).
18:00 – bar Os Artistas – Com todos os bilhetes vendidos para a lotação no interior do bar e com a chuva de pedidos que ainda chegavam montamos o material no jardim do bar onde a lotação era de 300 pessoas e esparavamos que não chovesse...
21:00 Jantar - O céu parece limpo com umas estrelas a aparecer... não deve chover...
23:00 Final do jantar, ainda não parece que vá chover...
23:30 Início do concerto, não chove e ainda bem. Durante a terceira canção começam a cair umas gotas, vemos clarões de trovoada lá ao fundo. A chuva começa a ganhar intensidade; a maior parte do público e os quatro da linha da frente estão à chuva o Miguel desce do palco para se juntar às pessoas a saltar à chuva. O concerto continua...
Quando começamos a tocar "The Down Set is Tonight" começa uma chuvada enorme, continuamos a tocar foi um momento mágico estar a tocar com toda aquela chuva com toda aquela gente a dançar, chegamos a ver camisolas tingidas pela chuva, estamos a tocar totalmente encharcados. As coisas estão a tornar-se perigosas, durante o "About Now" o Marco deixa a guitarra pois começa a apanhar choques quando toca nas cordas, eu apanho choques na boca e no nariz ao tocar no microfone. Tivemos de cortar duas canções do alinhamento as coisas já estavam a ficar perigosas de mais. O concerto acaba com o "About Now". Mal acabamos de tocar tiramos o material que estava a apanhar chuva e quando levamos o material para guardar na carrinha descobrimos a rua totalmente alagada (a água teria uma altura de 40cm) e nós sem hipótese nenhuma de guardar o material, restou esperar.
02:30 Finalmente tudo guardado na carrinha. Está na hora do crime... Fomos sair para a rua dos bares em Faro que tem o melhor nome para uma rua onde se vive a noite – Rua do Crime.
04:00 Acabamos a noite num bar rock com bom ambiente e boa música com uns amigos a comemorar um concerto que ficou gravado nas nossas memórias de tão especial que foi. Todos os bares e discotecas em Faro fecham às 04:00, horas impostas pela autarquia que todos os bares cumprem à risca, resta-nos ir para o hotel.
14:00 Almoço e reunião antes da partida para o Porto. Com tanta coisa a tratar só acabamos por sair de Faro às 19:00 para chegarmos ao Porto às 00:00.
Para a semana há mais...

8.10.03

Tour de Force: a terceira semana “pelos caminhos de Portugal”
Por : Marco Nunes



01 Outubro - Viseu

Alterações na Equipe :
Sai « Loyd - Entra » Hugo Costa - (Roadie)

A caminho de Viseu ( e já atrasados...) fizemos a IP5 pela enésima vez e finalmente chegamos á meta, o bar Palha d`Aço. Este sítio trazia-nos recordações de um bar de música ao vivo no Porto com o mesmo nome, onde os Blind Zero comemoraram o 1º aniversário com a casa a rebentar pelas costuras com a quantidade de gente...
Depois de um soundcheck muito rápido fomos ver o nosso FCP a jogar com o Real de Madrid (mas é melhor não falar nisso...).
O concerto começou por volta das 23:30 e foi muito bom, com a casa a abarrotar.
A seguir foi arrumar tudo, carregar e fazer a IP3 directos a Coimbra onde fomos passar a noite.
A entrada no hotel foi deveras “desorganizada” visto que o ambiente já estava bastante animado...
Depois de um check-in rápido fomos ainda beber um copo ao sítio onde iamos tocar no dia seguinte. Claro que não ficou só por um copo e foi mais uma noite de arromba...



02 Outubro - Coimbra

No segundo dia, visto que já estavamos na capital de distrito onde iamos tocar (Coimbra), pudemos descansar até mais tarde e por volta das 18:00 fomos então para a discoteca Remix montar todo o material e fazer o soundcheck.
Pouco depois, recebemos a visita agradável de três elementos da nossa editora (Universal) que vinham jantar connosco e ver o espectáculo.
Depois de jantar, fizemos um pouco de tempo à espera da hora do concerto, visto que era numa discoteca e teria que começar mais tarde que o habitual.
Mais uma vez a casa estava completamente cheia e o concerto foi muito bom.
A seguir ( e depois de tudo arrumado), houve ainda tempo para irmos todos beber um copo (equipa técnica incluída)... sempre a rock‘n’rollar...



03 Outubro - Leiria

Estávamos no terceiro dia desta semana e notava-se já algum cansaço em toda a equipa, mas com um pouco de esforço lá chegamos a Leiria onde iamos tocar na discoteca Alibi.
Mais uma montagem, mais tempo de espera, mais umas sagres na esplanada, mais um souncheck e estávamos prontos para ir jantar.
Fomos jantar a uma cervejaria no centro de Leiria onde ficamos todos pasmados com a quantidade de mulheres bonitas que esta cidade tem...
À nossa equipa juntaram-se para jantar três elementos do jornal Blitz que iriam fazer uma reportagem sobre o nosso concerto.
Fomos então dar o último concerto desta semana da Tour de Force. Para não variar, a discoteca Alibi estava a abarrotar de gente. Apareceram ainda elementos dos Silence 4, David Fonseca, Gomo e Phase; além de outras caras conhecidas (fans e amigos).
Foi um concerto muito intenso e de certa forma especial.
O Miguel foi um grande senhor nessa noite...
Por fim, havia alguma pressa para ir embora pois estávamos prontos e ansiosos para chegar a casa depois de mais uma semana de Tour de Force, estrada e muito Rock’n’roll.

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